30 de agosto de 2017

Somos Guerreiras

30 de agosto de 2017

Resenha Somos Guerreiras



Título: Somos Guerreiras
Autora: Glennon Doyle Melton
Editora: Intrínseca
N° de Páginas: 320


Um marido lindo e atencioso, filhos encantadores, o reconhecimento pelo sucesso profissional. O que mais Glennon poderia querer? A resposta é: mais, muito mais. Ela queria não ter tantas dúvidas, queria se comunicar melhor com o marido, queria apagar de sua história a bulimia e o alcoolismo, queria se encaixar nos padrões... queria que o marido não a tivesse traído e que o casamento não tivesse se revelado uma tábua de salvação tão fracassada. 

Mas o que parece a maior das tragédias, acaba se tornando a grande chance de Glennon. A crise conjugal traz à tona seus velhos demônios e a obriga, pela primeira vez, a encarar francamente as questões que antes foram apenas sublimadas. Enquanto todos cobram dela uma decisão sobre o possível divórcio, Glennon se volta para si mesma em busca da própria voz: não a da jovem perfeita que ela um dia quis ser, não a da esposa cujo relacionamento fracassou, não a da mãe abnegada, mas, sim, a voz da mulher de verdade que sempre existiu por trás de todos esses papéis.

Glennon Doyle Melton é a mulher que talvez você conheça, a vizinha, a colega, a irmã de um amigo. Talvez seja você. Somos guerreiras revela não só a história de Glennon, mas a guerra diária travada pela mulher que busca simplesmente ser quem ela é — um relato corajoso que chama a atenção para o fato de que nascer mulher e existir plenamente é quase um ato revolucionário.





Somos Guerreiras conta a história de Glennon e, já nas primeiras páginas, somos transportados para o início de sua vida, onde ela já era tão pequena, mas inteligente, e não se sentia pertencente ao lugar em que estava e as pessoas com quem se relacionava. 

Glennon via em sua família uma encenação de perfeição. Ou melhor, eles eram perfeitos para todos que olhassem, mas ninguém sabia o que se passava dentro de cada um, inclusive (e principalmente) dela. 

A garota sofreu, durante toda sua vida, diversos dilemas. Um deles, aos dez anos, quando ainda se achava desajustada e gorda.  Estava na casa dos parentes, viu em um programa de TV uma mulher cerca de 30 anos mais velha que ela praticando bulimia, então achou que aquela seria a escolha perfeita para a solução de seu 'problema' pessoal, mesmo que tudo isso fosse momentâneo e ela soubesse disso...





E essa foi sua primeira escolha de como submergir, fingir ser outra pessoa, se esconder de si mesma e das pessoas ao redor. 
Em seguida, na adolescência, ela vai adquirindo mais e mais vícios, com o único intuito de se sentir pertencente a alguma coisa, a algum grupo, mesmo que para isso precise deixar de lado seu verdadeiro eu e se tornar aquilo que não deveria. 

Com o passar dos anos Glennon percebe que tais escolhas não destroem somente a ela mesma, mas a todos que a amam. Logo, após mais erros cometidos, decide que precisa parar com tudo. Não só por ela, porém por sua família e pelo filho que carrega no ventre - o milagre que ela acredita ser um convite dos céus ao seu renascimento. 

Então sua jornada começa, e Glennon vai em busca da perfeição, do amor e da paz verdadeira. 

Em uma narrativa intensa, envolvente, surpreendente​ e sincera, nos conectamos  e nos reconhecemos nas palavras de Glennon.

Infelizmente vivemos meio a uma sociedade que nos apresenta esteriótipos de beleza, estilos de vida, formas de pensamentos, que por muitas vezes são errados. Afinal, não deveria haver um jeito certo, ou perfeitinho, de como ser ou viver. Ou pessoas que se encaixam num modelo de beleza aceitável para aquele momento. Todos deveríamos ser considerados lindos, aceitáveis, independente de cor, raça, e até peso. Entretanto, não é assim que as coisas acontecem. Então podemos chegar a apenas uma conclusão: 'se não sou como eles, não sirvo para estar, para existir, para me encaixar' e é assim que tudo começa. Pessoas desenvolvem bulimia, anorexia, sofrem de depressão, outras praticam bullying - se acham mais suficientes e melhores do que outros que 'não são' como elas. 
Existem muitas 'regras' sociais que para aqueles que não aderirem a cada uma delas, simplesmente não se encaixam, não são pertencentes. 
Dentre tantas outras coisas, o livro trata sobre esse tema da melhor forma possível, levando o leitor a se envolver com cada trecho da história e convidando-o a ver e sentir exatamente o que eles estão passando em determinado momento.



Este livro também é um ensinamento constante e, além disso, impossível que você não se identifique, que não aprenda nada em cada palavra que Glennon nos presenteia com carinho. Com o olhar da autora  para o mundo ao seu redor, vamos nos tornando mais fortes, assim como ela. 

Sem dúvida, Somos Guerreiras só pode ser considerado como um presente, e não feito apenas para as mulheres. Acredito que até mesmo os homens deveriam conhecer essa história, porque ela não trata apenas de fatos femininos, existe também a redescoberta do homem, o que torna o livro ainda mais interessante. 
Indico muito, para todos os tipos e idade de leitores, afinal, nada melhor do que uma boa história para nos no o caminho mais correto a seguir, mesmo que seja através de erros cometidos por outros.

Beijos e até a próxima,